
Salvador é a terra do meu coração, amo aquela cidade e sempre que estou por lá a “mágica” começa a acontecer assim que coloco meus pés fora do avião…
Já ganhei abadá do Camaleão, (um dos melhores blocos do carnaval baiano), já ganhei no bicho várias vezes, pouco dinheiro, mas ganhei.
Fiz muitos amigos.
E imaginem onde é que fui conhecer meu amor?
Claro, em Salvador.
Eu estava lá, já tinha um mês, cheguei a pleno natal, mas estava de tal forma estressada e cansada, que não queria saber de reggae e nem muvucas, pra quem não sabe muvuca é como o soteropolitano geralmente se refere a um lugar cheio de gente, confusão, coisas de baladas em geral, ou seja, eles costumam dizer:
“Vamos pro reggae? e quando voltam dizem: aí meu rei, estava a maior muvuca!
Eu estava mais para o crochê e filminhos na HBO.
Mas numa tarde, pensei cá com meus botões
-Naná, você precisa sair um pouco, se divertir.
Dei uma olhada no Jornal da Bahia e vi na programação do Pelourinho, (o lugar de Salvador que mais adoro) algo que realmente me fez ter vontade de deixar as linhas e agulhas, bem como os filminhos da HBO, para um dia de chuva.
Fazia uma tarde quentíssima de verão e peguei o micro ônibus e quando passávamos pelo Porto da Barra o sol estava se pondo e como tinha trilha sonora, ouvi pela primeira vez a música da Luciana Mello Simples Desejo
…Hoje eu só quero que o dia termine bem… Ouvi o refrão e olhei bem para aquele por de sol lindo e pedi a Deus este “simples desejo.”
Como o recorte do show do Cortejo Afro, que peguei do jornal, dizia que se você chegasse cedo, conseguiria desconto, fui direto ao guichê e comprei meu ingresso, com desconto, óbvio.
Faltavam ainda umas 2 horas para começar o show, piada, pois eu estava pensando no horário ao qual se referiu o jornal para o início do show, mas como diz o baiano, não começaria na “hora de relógio.”
E assim, fui tomar uma breja num dos barzinhos ainda vazios do Pelourinho. Sentei-me com minha cerveja geladíssima e no mesmo momento bem na mesa enfrente sentou-se uma garota que com um sorriso simpático perguntou:
- Você vai ao Cortejo Afro? Te vi ali comprando ingresso.
Eu, respondendo um, sim vou, peguei minha cerveja e fui me sentar em sua mesa.
Ficamos tagarelando um pouco, ela me contou que era jornalista, que fazia a guia turística para os gringos, que fazia pouco havia voltado da Itália…
Aí, lá vem a Itália entrando na conversa, era mesmo inacreditável, eu poderia estar falando de goiaba (que não tem na Itália) que sempre algo ou alguém iria linkar com a dita cuja.
Viajei no pensamento um pouco, lembrando que desde quando eu era pequena tipo, quando tinha uns cinco anos, eu sem que nem por que, sempre fui gratuitamente apaixonada por aquele lugar, não tenho uma gota de sangue italiano nas veias, (raro, sou brasileira, paulistana, filha de baianos, neta de alemão, tenho em minha ascendência portugueses, holandeses, espanhóis, africanos, índios, ou seja, altamente miscigenada) e que eu me lembre ninguém da minha família sequer foi passear naquele país, nenhuma parenta mora lá, enfim nada mesmo.
No entanto eu era maluca pela Rita Pavone uma vez, lembro que, enchi tanto o saco, que meu pai comprou uma roupa igualzinha a dela pra mim e sem seu consentimento (naquele tempo era assim deveria pedir ao pai), perturbei tanto a minha mãe que ela me levou ao cabeleireiro e fez um corte igual ao da cantora também.
Bastava eu saber que ela apareceria na tv, que eu não arredava pé, ficava ali sentadinha esperando. Minha mãe tinha que me dar comida ali mesmo e eu saía somente para ir ao banheiro e voltava correndo.
A única coisa que me lembro poderia estar relacionada, era o fato, de uma tia minha, ouvir muitas músicas italianas e sempre quando passava o Festival de Sanremo eu fingia estar dormindo, para de canto de olho, acompanhar o festival que passava tardissimo aqui, provavelmente reapresentação.
Cresci e a Itália persistia em minha vida, meu primeiro namorado chamava-se Tony di Genaro imaginem de onde era?
Depois dele tive vários namorados e na grande maioria, sempre “algo” de italiano tinha, ou era filho, ou neto, ou mesmo italiano. Para surpresa de todos, me casei com um filho de português! Rs… Não deu certo. Convivemos por cinco anos e quando meu filho tinha seis meses, nos separamos. Depois de um tempo separada, fui viver com um filho de português, mas neto de italiano. Não, não, não, mais uma vez não vingou, mais cinco anos e nos separamos. Muitos anos depois foi a vez de um chileno, três anos depois tsk tsk tsk, sem amor outra vez. Complexo viver comigo eu diria, rs, sou do tipo que se não amo mais, vou embora.
Fazia dois anos que eu não me relacionava com ninguém, algo a saber sobre a mim, como quase tudo em minha vida, só faço se for afins de verdade, não engodo.
Eu não queria, mas gente, já estou eu fazendo novela outra vez…amanhã escrevo mais um pouco desta estória, ok?
Logomarca acima, Hector Salas, da empresa Caminho da Mídia.
As camisetas, votação:
Ví no blog da Mercia e vou colar igual aqui:
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