Chegou a hora de voltar e eu não sabia se iria ou não enfrentar o “check-in” da partida dele.
Ficamos (pra variar) o dia todo juntos e resolvemos ir almoçar no Pelourinho como despedida, achamos um barzinho muito legal num daqueles becos e este bar tinha um look antigo, ali pelos anos 20 (nem sei se ainda está lá). Havia uma bandinha de músicos tocando canções da época e eu comecei a falar sobre minha avó com ele. Interessante, pois qualquer assunto que dávamos o “start” ia adiante, poderíamos falar da ‘poeira lunar’ que seria tema para uma tarde… Tem gente que vive meses do lado de uma pessoa e não consegue conhecer tão bem o quanto conseguimos em dias.
Acredito que tivemos uma ‘ajuda extra’ pois aconteceram muitas coisas nestes dias e assim ficou mais fácil notar a reação dele/nossa um para com o outro em coisas extremadas, por exemplo, fomos assaltados na Praça Castro Alves, uma madrugada quando voltávamos para o hotel, ele estava só com dinheiro e sem documentos, de mim, levaram bolsa com tudo dentro e uma sacola com as blusas de crochê que eu fazia.
Me senti péssima depois daquilo e pude notar o quanto ele se preocupou com meu bem estar, tentando fazer de um tudo para que eu ficasse bem.
Houve um detalhe que foi fundamental para eu saber “com quem” eu estava. Pode parecer bobo para alguns, mas para mim foi verdadeiramente importante.
Dentro da minha pequena bolsa que roubaram, tinha um desodorante de tamanho miniatura que veio como brinde de um creme de cabelos. Eu adorei aquele desodorantezinho, pois cabia direitinho dentro da bolsa com o restante dos meus pertences. Eu não gosto de ficar levando um arsenal de coisas por onde vou então adoro nécessaire com miniaturas e faço isso muito antes de virar moda e ter disponível no mercado, porém desodorante miniatura e bom nunca tinha achado.
Eu havia comentado com ele dias antes, falando da minha paixão por miniaturas e a eficácia daquele desodorante.
Acordei com ele me acarinhando e dizendo:
Hey pigra mia (preguiçosa minha)
- Vamos sair, eu quero te dar ao menos duas coisas hoje. Uma bolsa e um desodorantezinho igual aquele.
Ele acabava de me dar um super presente, “seu jeito de me sentir”.
Porque reside bem aí o fato importante pra mim, ele percebeu exatamente quem ‘sou’ em pouquíssimo tempo. Claro que eu estava preocupada com o dinheiro, as blusas, os meus documentos e etc., que roubaram, mas ele percebeu que uma pequena coisa sem importância financeira pode me fazer bem feliz.
Saímos do hotel em direção ao aeroporto eu, ele, o amigo Davide, com quem veio ao Brasil e o Carlinhos o motorista do táxi. Passávamos pela Pituba eu e ele no banco de trás, Carlinhos e Davide na frente, entre um dos muitos beijos olhei nos olhos dele e vi uma pocinha se formando… Lágrimas?
- Hey, Carlinhos, sob esta ladeira ai à direita, por favor.
Não, eu não iria ao aeroporto para dar ciao.
O táxi parou na porta do prédio e nós dois descemos para um abraço de “urso” e um beijo “superbond.”
Não me virei para olhar o táxi indo embora.
Cansei da novela, já chamaram até de mexicana e vou fazer um resumo:
Pensei… Hum, nunca mais vou ver.
Por mais que minha mente procurasse purgar, a paixão rolou e mostrou a língua para meu outdoor em néon.
Quatro meses depois fui para Napoli.
Como não arrumei emprego lá, vivi o permitido para uma turista, três meses.
Tive que voltar.
Me ligava ao menos duas vezes por dia dizendo:
“Nana’ que inferno….Te vejo por toda Napoli, to pirando.”
Mais outros quatro meses e ele veio pra cá.
Mais oito meses e ele veio outra vez.
Fui morar no Rio a trabalho ano passado, ele não pode vir nem eu ir.
Nos falamos diariamente, messenger, telefone, e-mail.
As idas e vindas, me parece continuarão, porque sem saber onde colocar todo o desejo de estar juntos seguimos lutando ainda que sem conseguir o objetivo, não desistimos ainda, tentamos mas não funcionou. (são passados já três anos nesta luta).
Conclusão:
Pobre é pobre ainda que seja do 1º. Mundo!
Quem é teimoso sofre mais, ainda que não admita rs.
buááááááááááááááááááááá!



Agosto 13, 2007 às 2:55 pm |
É complicado mesmo qdo o amor da vida da gente mora do outro lado do Atlântico. Olha eu aqui, não tive muita opção no final já que o Alex não e deu tão bem com o português qto a gente previu, Porém que sabe uma hora a gente não volta pra casa?
Pobre é pobre ainda que seja do 1º. Mundo! HAHA isso mesmo, é verdade. E outra viagem aerea pro Brasil não é barato não…
Agosto 14, 2007 às 5:37 pm |
Gente que linda história de amor… que pena q vcs não estão juntos definitivamente pq se amam muito, percebe-se pelos relatos de todos os encontros, só por amor mesmo pra suportar a distância e nao desistir.
Faço parte da torcida a partir de agora pra vcs ficarem juntos
bjoooo
Agosto 14, 2007 às 5:48 pm |
OOOO Anne,
brigaduuuuuuuuu da visita!!!
E me deixou feliz a torcida
bjs
Agosto 14, 2007 às 9:33 pm |
Vou mudar a frase: sou brasileiro, nõ desisto nunca. Para: Sou mestiço de italiano e brasileiro, não desisto nunca. Assim o filho de vcs vai ser mais perseverante ainda. Boa sorte, espero q essa novela de idas e vindas termine com final feliz. Preciso de sua opinião sobre o post de hoje. Quando tiver um tempo passa lá e comenta sobre cyberciencia ta? bjos!
Agosto 15, 2007 às 9:34 am |
Obrigada pelo seu comentário Nana. Realmente o que vc leu em Uma visão de 2020 é incrivel como as coisas batem! acredito q muitas coisas q os cientistas estejam fazendo a gente nem saiba, mas acho que o que a gente estiver sabendo, temos direito de discutir sobre isso e demonstrar nossa insatisfação ou satisfação pelo que possa acontecer no futuro, para até tentar evitar. Talvez até este futuro esteja mais próximo do que a gente pensa. Bjos e boa semana! VAleu pelo comentário, por deixar sua opinião e seus conhecimentos, adorei!
Agosto 15, 2007 às 9:41 am |
Ingrid
))
Brigaduuuuuuuu por desejar sorte pra eu e mario, fico feliz com as boas vibrações
É minha cara, se não fizermos algo hj, o futuro será mesmo ruim, isso se existir…
bjs
Agosto 15, 2007 às 2:58 pm |
Oi Nana, vim conhecer o seu cantinho e me daparei com a sua história de amor, que me é tão real, porque do mesmo jeito, sofri tanto com despedidas em aeroportos que meu coração ficou apertadinho na sua despedida. Só o coração de alguém que se apaixonou por alguém que mora longe pode saber da dor! Mas no fim o amor vence!
bjos.
Agosto 15, 2007 às 4:08 pm |
Ah, Katia, e’ isso mesmo, quem já passou sabe.
Mas me diga e a sua estória? Teve um final feliz? Agora fiquei interessada
bjs
Agosto 16, 2007 às 7:45 am |
Ai que bonito, estou aqui na maior torcida, para que isso se desenrole, que vocês possam viver esse amor plenamente.
A vida é muito curta Naná, e quando ela finda, dinheiro nenhum faz com voltemso a ter mais tempo.
E mais, tudo que tiver juntado aqui se perde. A única coisa válida e que se leva é a felicidade, a felicidade de estar junto do outro e aproveitar tudo que a vida tem de bom.
Boa sorte meu bem.
Seja feliz.
Um beijo
Agosto 16, 2007 às 7:52 am |
Bom dia querida,
Sim acredito no mesmo que você, adoro um antigo slogan que dizia:
“A vida é curta, CURTA a vida!”
Estamos tentando e muito!!!!
Obrigada pela torcida e boas energias para nós
bjs
Agosto 19, 2007 às 8:37 pm |
Estou torcendo por você e seu amor.Um beijo.
Janeiro 11, 2008 às 5:59 pm |
Adorei a sua história, desejo um final feliz.
GOSTARIA DE APRECIAR MAIS FOTOS DO ITALIANO ELE É LINDO…VOCÊ PODE POSTAR?
TORÇO POR VOCÊS,
BEIJOS,
Maio 23, 2008 às 1:13 pm |
Nana
Belissima a sua historia de amor ! Sei muito bem como è amar com um oceano inteiro no meio… Vivi assim por 04 longos anos.. E agora estou aqui, com Mio Amore. Sua historia parece contos de fada… Tudo bem organizadinho pelo destino ! Ja ja vc estara aqui na Bota pra viver toda a plenitude do seu amor ! To aqui na torcida tambem !
Beijos carinhosos